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DOSSIE DE INCLUSÃO

 

 

Minhas experiências...

 

     Quando eu havia terminado o curso de Magistério, fui trabalhar em uma clínica com pessoas que tinham necessidades especiais. Até então, eu nunca tinha trabalhado com alunos especiais.

     Meu trabalho era realizar atividades com estes alunos, os quais encontravam-se em diferentes estágios de desenvolvimento. Além disso, tinham necessidades muito diferenciadas, ou seja, cada um tinham aspectos cognitivos diferentes. Muitas foram as vezes que me senti impotente devido a demora em conseguir resultados com a maioria. Somente uma menina muuuuuuito querida, parecia ter sua deficiência atrelada apenas a problemas físicos. Agradeci a Deus a presença dela, pois me ajudava muito, me auxiliando nas atividades com os colegas, me colocando a par das atitudes deles e como eu deveria agir, já que eu estava começando meu trabalho na clínica. Na verdade ela me mostrava como a professora anterior agia em determinadas situações. No entanto, me perguntava por que aquele anjo de pessoa, minha aluna, não estava em uma turma de alunos regulares. Ela sabia de tudo, aprendia com facilidade, mas tinha um sério problema de locomoção. Cada vez que eu levava música, eu tinha que tentar levantá-la para que pudesse dançar, uma vez que ela adorava dançar. Como sou uma pessoa de estrutura óssea pequena, magra, era difícil levantá-la para dançar, era muito pesada. Mesmo assim, aos trancos e barrancos, valia à pena meu esforço físico para ver o sorriso dela. Isto era uma lição de vida pra mim!

     Certo dia, outra aluna, que tinha Síndrome de Down, implicou com um colega e pedi que ela não fizesse mais isso. Ao ser contrariada por mim, me atacou, agrediu e fui socorrida pela dona da clínica, pois a aluna tinha uma força física enorme e eu não conseguia me desvencilhar dela. Com isso, eu tive uma crise de choro, demorei muuuuuuuuito a me acalmar, voltei outros dias para dar aula, mas resolvi sair da clínica, já que haviam me chamado para trabalhar em outro lugar. A diretora tentou cobrir a oferta de salário da outra escola, mas não era possível e acabei saindo.

     Na verdade não deixei a clínica por causa do salário, mas por causa da minha frustração em conseguir resultados dos meus alunos. A remuneração foi somente a desculpa que eu queria. Além disso, eu não conseguia lidar muito bem com a limitação deles, pois para mim era doloroso pensar que eles eram diferentes de outras crianças e que talvez muitos deles nunca conseguissem ter uma vida como a nossa. Queria que eles tivessem as mesmas oportunidades de outras crianças, como poder andar normalmente, falar, correr, enfim.

Hoje compreendo tudo isso de uma forma diferente, mas relatei o que pensava naquele momento, meu despreparo profissional e emocional.

 

 

Viviane Maus - 02/04/09

 

 

refletindo...

 

Pensando nos questionamentos da professora, na verdade não devemos esperar nada de ninguém, mas como professora, isto é difícil, pois estabelecemos objetivos a cada atividade planejada, os quais nem sempre são atingidos por pessoas iguais. Então por que esperar que pessoas diferentes os atinjam? Talvez isto seja um pouco de egoísmo nosso como profissional, visto que é natural que venhamos a sentir satisfação ao ver o crescimento do aluno. Enfim, são questões bastante delicadas!

Sobre a clínica que trabalhei, faz algum tempo. É uma clínica que atende crianças com necessidades especiais, em sua grande maioria. A dona é uma pessoa incrível, com ótima formação. Me disse que o gostaria que as crianças, que estavam na clínica, viessem a frequentar uma escola de ensino regular. O objetivo da clínica era auxiliar seus pacientes na reabilitação, mas muitos deles estavam ali por não conseguirem um espaço em uma escola com alunos "normais". Me contou da experiência que ela teve na Europa como psicoterapeuta, dos benefícios da inclusão devido aos avanços dos alunos europeus, com necessidades especiais, ao conviverem com alunos sem necessidades especiais. Hoje sei que a clínica ainda existe, mas não sei o quanto mudou, pois acredito que sua ênfase seja na reabilitação dessas crianças. Minha função não era somente propror atividades pedagógicas, mas fazer exercícios de reabilitação, inclusive exercícios na fala. Acho que não tinham muitos profissionais fonoaudiólogos em 1994, pelo menos na minha cidade, Taquara-RS.

 

Viviane Maus - 11 / 04 / 09

 


 

Unidade 2

 

Atualmente trabalho em uma escola da rede privada, a qual possui em torno de 197 alunos. Esta escola possui como etapas de escolarização: educação infantil, a partir de 1 ano de idade, séries iniciais e ensino fundamental até o 7o ano. Totaliza um quadro de 39 funcionários, incluindo educadores e outros profissionais. Nossa escola totaliza 8 alunos com necessidades especiais, 5 com Síndrome de Down, 1 com Síndrome de Aspergen, um aluno com dislexia e outro com distúrbio específico de linguagem. Todos estão inclusos em classes regulares, sendo que, quando necessário, solicita-se aos pais um apoio complementar com fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos.

Neste trabalho inicialmente busquei as informações específicas, em seguida fiz a leitura dos textos sugeridos nesta unidade. Sendo assim, gostaria de destacar alguns pontos relevantes nos textos lidos.

 

O QUE DIZ A CONSTITUIÇÃO FEDERAL...

Segundo a Constituição Federal, existe uma secretaria de Ed. Especial com o intuito de desenvolver programas, ações e projetos na implementação da Política Nacional de Educação Especial. Tais ações devem fornecer apoio técnico e financeiro ao sistema público de ensino. Tem como público alvo alunos com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e com altas habilidades. O que seria este apoio técnico? Este apoio consiste em cursos de formação continuada de professores (presencial e à distância), salas de recursos multifuncionais, programa escola acessível, programa educação inclusiva, dentre outros.

 

SEGUNDO O DECRETO 6571 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL...

A União prestará apoio técnico financeiro ao sistema público de ensino dos estados, distrito federal e municípios, ampliando a oferta do atendimento especializado aos alunos com deficiência, transtornos globais e específicos. Tal atendimento consiste no conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos do ensino regular. Envolve a participação da família. Além disso deve contemplar a proposta pedagógica da escola, buscando garantir a transversalidade da Educação Especial no ensino regular.

 

A LDBEN 9394/1996

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a Educação Especial consiste em uma modalidade de educação escolar que deve ser oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. Quando necessário haverá serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de Educação Especial. Todavia, se não for possível a integração do educando em classes "comuns" o atendimento será feito em classes, escolas ou serviços especializados. Esta modalidade de educação deverá abranger um público de alunos de 0 (zero) a 6 anos, bem como currículos, métodos, técnicas, professores com especialização, educação especial para o trabalho, acesso igualitário aos benefícios dos programas sociais e recursos educativos específicos de acordo com a necessidade do educando.

 

E A RESOLUÇÃO CNE/CEB ????

Esta resolução institui diretrizes para a Educação Especial na Educação Básica. Segundo ela, a Educação Especial é um processo educacional definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais. As escolas dever ter um setor responsável pela educação especial, tendo como princípios assegurar:

  • a dignidade humana
  • a busca da identidade
  • desenvolvimento para o exercício da cidadania

 

POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL...

A Educação inclusiva consiste em um paradigma educacional fundmentado na concepção dos direitos humanos. Em 1999 o Decreto n0 3298, que regulamenta a Lei 7853/89, define a Educação Especial como uma modalidade transversal a todos os níveis, enfatizando a atuação complementar da Educação Especial ao ensino regular. Além disso, visa garantir o atendimento à diversidade humana.

 

MINHA ANÁLISE...

Todos as informações que constam em todos estes documentos parecem ter um consenso à respeito da necessidade da inclusão. Começando pela Política Nacional de Educação Especial, que visa garantir o atendimento à diversidade humana. Ora, existe algo mais rico do que a diversidade de seres na natureza? Será que tais diferenças não são o elemento essencial do conjunto da obra???? Então, por que nós, humanos, padronizamos tudo? Por que tudo deve ser igual? Certamente as respostas para tais perguntas sejam fáceis de responder se levarmos em conta os padrões de consumo tão almejados pela grande maioria. Afinal, se todos devem ser "iguais" supostamente devem ter os mesmos desejos, as mesmas ambições. Sendo assim, é mais fácil excluir àqueles que não almejam o que é comum. Não constituem um público alvo a ser convencido pela mídia. Segundo Baptista (2004, p. 5), o século XX se constitui como um período de grande debate sobre a demarcação de fronteiras entre o "dentro" e o "fora", seja quando abordamos os critérios disgnósticos em Psicologia, quando discutimos as relações entre os sexos, ou, ainda, quando problematizamos o acesso aos bens culturais, aos produtos e aos serviços. Assim, essa pluralidade de sentidos está diretamente associada aos diferentes grupos que assumem a defesa de um movimento inclusivo.

Voltando a temática da Educação Especial, esta se faz justa e necessária com o intuito de complementar o ensino regular, ou seja, como um tema transversal, contribui para o crescimento de todos. Minha mãe tem uma escolinha infantil. Certa vez me contou sobre um aluno especial, com Síndrome de Down. Hoje ele não está mais na escolinha, pois a mãe dele mudou para outra cidade. Disse que ele era amado por todos, todos os colegas o ajudavam em suas dificuldades. Não era tratado diferentemente, mas os colegas, ao perceberem um coleguinha com problemas, prontamente se dispunham a ajudá-lo, mostrando o crescimento do espírito de solidariedade. No entanto, apesar de toda esta boa relação com a escola, tinha sérios problemas com a família. O pai desta criança não a aceitava porque ela tinha Síndrome de Down. Minha mãe conversava muito com a mãe da criança, mas as coisas eram muito difíceis para aquela família. Ao contar este episódio, reforço a importância das diferenças na construção de valores morais, além de muitos outros. 

Analisando a realidade da escola que trabalho, ela atende a maioria dos requisitos solicitados para uma educação inclusiva, embora ainda falte uma adequação arquitetônica. Nos demais âmbitos atende e trabalha muito bem a questão da inclusão.

 

Vivi - 13/05/2009


Unidade 3 - Serviços de Atendimento Educacional Especializado

 

 

ESTUDO DE CASO:

 

ALUNO:

 

Este estudo de caso contemplará a análise de um aluno com dislexia, o qual constitui um transtorno funcional específico. Este transtorno resulta em uma maior dificuldade na área da leitura, escrita e soletração, ou seja, dificuldade na associação do som à letra. Existe um grande problema no processamento da fala e escrita no cérebro, podendo vir acompanhado de déficit de atenção e hiperatividade.

Este aluno possui... anos, está no 6º ano do Ensino Fundamental, antiga 5ª série. É um aluno que apresenta muita dificuldade no aspecto cognitivo no que diz respeito à leitura e escrita. O que é perfeitamente natural em um aluno que apresenta dislexia. No entanto, apresenta bom desempenho em atividades de raciocínio lógico, como matemática. Devo lembrar que sabe articular o pensamento para dar respostas rápidas em matemática, desde que tais atividades não exijam a interpretação de um texto. É muito afetivo, mas muitas vezes tumultua a aula com a intenção de chamar a atenção quando não consegue vencer suas dificuldades.

Recentemente, em uma reunião com os pais, foi combinado que os alunos vão fazer caligrafia, pois estão com a grafia indecifrável, este aluno apresentou uma significativa melhora na grafia. Mesmo assim, o problema não está na simples transcrição de textos, mas quando é solicitado a colocar suas idéias no papel. Não consegue articular o pensamento em palavras escritas.

 

FAMÍLIA:

 

Este aluno, pelo que pude coletar de informações, tem apenas 1 irmão mais velho. Segundo a coordenadora, sua família é bastante presente e o auxilia com apoio especializado extra-escola.

Nesta sexta-feira consegui falar com a coordenadora e pedir maiores informações sobre a trajetória deste aluno. Sobre a família, descobri que a mãe dele trabalha na área da educação, é superprotetora, solicitando o tempo todo que todos precisam ajudar o filho dela, pois ele tem dislexia. Como foi relatado abaixo, na outra escola onde este aluno estudava, a falta de nota para comprovar uma aprovação na escola era compensada com trabalhos extra, ou seja, mesmo que isto não traduzisse um real crescimento e avanços na aprendizagem. Na verdade, acredito que a escola que ele estudava não soube contornar bem o problema. Ao ser diagnosticado como um aluno que apresentava dislexia, sabendo que ele não poderia ser reprovado, apenas fingia que ensinava e a família fingia que ele aprendia, um verdadeiro pacto de mediocridade. No entanto, a família ao se deparar com o desafio de propor ao filho uma real aprendizagem, na qual ele teria que se esforçar bastante, ficou um tanto apreensiva. Providenciou o apoio profissional extra, solicitado pela coordenadora da nossa escola, e o ajudou a vencer os desafios impostos pela nova escola. Hoje, segundo a coordenadora, a família relaxou um pouco, pois não tem estado tão presente quanto fora anteriormente. O aluno muitas vezes não faz mais o dever de casa, não cumpre algumas tarefas, enfim. Certamente a mãe, ao saber que o filho não necessitava mais estar em dia com trabalhos extra, não preocupa-se mais tanto como antes.

O pai deste aluno descobriu que tem diabetes crônica, a qual nos últimos tempos acabou avançando. Com isso entrou em desespero, achando que pode morrer a qualquer momento. Com isso tem incentivado os filhos a serem independentes, ou seja, deixa que eles tomem ônibus sozinhos, vão ao clube sozinhos, o que não é muito aconselhável devido a pouca idade e falta de um amadurecimento maior.

 

TRAJETÓRIA NA ESCOLA:

 

Este aluno entrou na nossa escola no ano passado, vindo de outra cidade. Na escola onde estudava anteriormente, pelo fato de ele ter o problema de dislexia, resolveu o problema dando um tratamento diferenciado a ele. Sendo assim, para compensar a falta de rendimento, esta escola dava trabalhos extra para que conseguisse alcançar uma média razoável e ser aprovado todos os anos. Sendo ele um caso de inclusão, não poderia ser reprovado em hipótese alguma. No entanto, ao tomar conhecimento da trajetória deste aluno, a coordenadora da nossa escola sugeriu o seguinte: pediu à família um apoio de profissionais especializados como uma fonoaudióloga e uma psicopedagoga. Além disso, falou que o fato de este aluno ter este problema não serviria de desculpa para ele ter privilégios em relação aos demais colegas, ou seja, ele teria maior apoio para aprender a conseguir vencer desafios com seu próprio esforço, mas não poderia usar seu problema como desculpa para levar vantagem. Com isso a família, um tanto contrariada, topou o desafio. Sendo assim, ele avançou muito no ano passado, obteve um crescimento enorme em relação aos demais anos, nos quais usava a dislexia para não ter tanto esforço. Com isso, também ficou muito exausto e em uma de suas conversas com a psicopedagoga, no final do ano passado, pediu para permanecer no 6o ano, pois achava que assim ele aprenderia muito mais. Segundo a coordenadora, esta decisão partiu dele e foi comunicada a família, a qual achou por bem apoiar o filho em sua decisão. Dessa forma este aluno melhorou muito seu desempenho, acompanhando os demais colegas e melhorando muito o seu desenvolvimento. Hoje a grafia da sua letra é legível, melhorou muito na fala, enfim, está avançando cada vez mais. Claro que ainda apresenta dificuldades, pois no aspecto cognitivo da leitura e interpretação ainda falta muito.

No ano passado estava no 6o ano em uma turma muito mais madura que ele. Com isso acabava tumultuando as aulas, provocando colegas. Pelo que entendi, estava desintegrado da turma, tinha interesses diferenciados, ou seja, seus interesses eram mais infantis, não estando em sintonia com os demais colegas da turma. O resultado da permanência foi bastante satisfatório, visto que apresentou uma considerável melhora em todos os aspectos. Consegue se relacionar melhor com os colegas, avançou no aprendizado e mais, a coordenadora comentou que no ano passado ele passava a maior parte do tempo na sala da coordenação. Sempre provocava confusões com seus colegas. Hoje isto não tem acontecido mais com frequência. Portanto, isto constituiu um avanço para todos.

 

PROFESSORES:

 

Segundo depoimentos de professores, todos destacam sempre o mesmo aspecto. É um aluno com bastante dificuldade. Algumas vezes trabalha bem, se esforça em conseguir vencer os desafios. No entanto, outras vezes tumultua a aula, provoca os colegas, desafia o professor. Nesta segunda-feira começamos nossa aula, na qual eu propus dois momentos: no primeiro momento faríamos algumas atividades relacionadas ao conteúdo trabalhado na aula passada e no segundo momento trabalharíamos com um jogo que os próprios alunos haviam criado. Só que houve um grande problema, todas as vezes que eu tentava explicar as questões, este aluno me interrompia. Na verdade não me interrompia com assuntos aleatórios, mas tentava falar junto comigo com a intenção de mostrar para os colegas o que sabia, até mesmo porque ele, por ter repetido o ano, sabe os conteúdos mais que os colegas. Pedi que não falasse ao mesmo tempo que eu, que esperasse eu terminar de falar e aí ele poderia perguntar, dar explicações, enfim. De nada adiantaram minhas intervenções. Em outro momento ele acabou provocando um colega e começaram a se agredir. Retirei os dois da sala, levei-os até a sala da coordenadora. Depois o chamei para conversar, esclareci o que tinha acontecido, perguntei se ele tinha agido corretamente com o colega. Falei do quanto ele é importante para mim, assim como todos os outros colegas dele. Por fim nos acertamos e combinamos uma aula mais agradável para quarta-feira. Assim espero!!!!

 

FONTES DE INFORMAÇÕES:

  • textos (http://www.mec.gov.br)

  • coordenadora pedagógica;

  • professores que trabalham com este aluno;

  • minha atuação como professora de matemática deste aluno.

 

 

Vivi - 24/05/09

 


UNIDADE 4

 

"Os sujeitos com Necessidades Educativas Especiais"

 

RESUMOS DE MINHAS LEITURAS: 

 

Organização Básica do Sistema Nervoso  (p.15)

- Sistema Nervoso (SN) é coordenar e controlar a maior parte das funções de nosso corpo.

- Experiências sensoriais podem provocar uma reação imediata no corpo ou podem ser armazenadas como memória no encéfalo por minutos, semanas ou anos, até que sejam utilizadas num futuro controle de atividades motoras ou em processos intelectuais.

- Aprendemos aquilo que vivenciamos…

-  Piaget: “O organismo com sua bagagem hereditária, em contato com o meio, perturba-se, desequilibra-se e, para

superar esse desequilíbrio e se adaptar, constrói novos esquemas.”

 

 Plasticidade Neural  (p.17)

 - É muito mais significativo à criança desenvolver habilidades de fala se ela tem com quem se comunicar. Da mesma forma, é mais significativo desenvolver habilidade de andar se para ela está garantido o seu direito de ir e vir.

- A inclusão escolar é a oportunidade para que de fato a criança com deficiência física não esteja à parte, realizando

atividades meramente condicionadas e sem sentido.

- É a habilidade de tomar a forma ou alterar a forma e funcionamento a partir da demanda ou exigência do meio.

- Durante o 1ª ano de vida da criança percebemos alterações constantes de sua expressão motora com progressivo incremento de habilidades.

- Posteriormente o desenvolvimento evolui para o surgimento de habilidades, que dependem de aprendizado específico e por isso acontece somente naqueles que receberam estímulos próprios para o desenvolvimento dessa habilidade.

- Mais do que nunca, a “oportunidade” fará a diferença e precisaremos instigar através da estimulação os “centros de controle” a reorganizarem-se para assumir a função da parte lesada. Nesse caso, a quantidade e, mais ainda, a qualidade de estímulos proporcionados à criança possibilitará o desenvolvimento máximo de suas potencialidades e isso justifica a importância de criarmos oportunidades comuns de convivências e desafios para o desenvolvimento.

 

Deficiência: Terminologia e Educação Inclusiva (p.19)

 - A educação infantil, proposta nos espaços da creche e pré-escola, possibilitará que a criança com deficiência experimente aquilo que outros bebês e crianças da mesma idade estão vivenciando: brincadeiras corporais, sensoriais, músicas, estórias, cores, formas, tempo e espaço e afeto.

...valoriza: o brincar como forma particular de expressão, pensamento, interação e comunicação infantil, e a socialização das crianças por meio de sua participação e inserção nas mais diversificadas práticas sociais, sem discriminação de espécie alguma. (Brasil, 2003, p. 9)

 

 Deficiência Física (p.22)

 - Deficiência – toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano;

 

 ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO PARA A DEFICIÊNCIA FÍSICA (p. 27)

 

O Atendimento Educacional Especializado e o uso da Tecnologia Assistiva no ambiente escolar (p.27)

 - Atendimento Educacional Especializado, ministrado preferencialmente nas escolas do ensino regular, que deverá realizar uma seleção de recursos e técnicas adequados a cada tipo de comprometimento para o desempenho das atividades escolares. O objetivo é que o aluno tenha um atendimento especializado capaz de melhorar a sua comunicação e a sua mobilidade.

 - A Tecnologia Assistiva, segundo Bersch (2006, p. 2), „deve ser entendida como um auxílio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência.

 

Que recursos humanos são necessários ao AEE para a Deficiência Física? (p.28)

 - Proporcionam, ao educando com deficiência, maior qualidade na vida escolar, independência na realização de suas tarefas, ampliação de sua mobilidade, comunicação e habilidades de seu aprendizado.

 - No caso de educandos com graves comprometimentos motores, que necessitam de cuidados na alimentação, na locomoção e no uso de aparelhos ou equipamentos médicos, faz-se necessário a presença de um acompanhante no período em que freqüenta a classe comum.

 

Vivi - 24/06/09

 


 FÓRUM:

 

Necessidades Especiais. Que visão cada um de nós temos?

Para mim, pessoas com necessidades especiais são aquelas que por apresentarem um determinado comportamento físico e ou cognitivo precisam de um atendimento extra. Este atendimento deve trabalhar todos os aspectos deste indivíduo, ressaltando suas potencialidades e auxiliando-o nas maiores dificuldades. Sendo assim, tal pessoa tem o direito de frenquentar o ensino regular, sendo auxiliado por pessoas especializadas que possam dar um maior suporte no desenvolvimento desta pessoa. Segundo, o texto de Rita e Rosângela, se existe algum problema atrelado ao Sistema Nervoso, o qual é responsavel por controlar a maioria das funções do nosso corpo, devo ter a consciência que nosso Sistema Nervoso possui uma característica muito interessante, a PLASTICIDADE NEURAL, a qual constitui uma habilidade de readaptação por parte do Sistema Nervoso, conforme a exigência do meio. Portanto, a expressão \"CONFORME A EXIGÊNCIA DO MEIO\" nos deixa claro o quanto é importante inserir pessoas com necessidades especiais em um meio que o envolva que propicie a ele diferentes estímulos e aprendizagens, pois segundo Piaget, a inteligência se constrói mediante a troca entre o organismo e o meio. 

 

Vivi - 24/05/09


 

Unidade 5 - Autismo

 

 

Dificuldades na atividade motora global, contrastando com uma surpreendente

habilidade na motricidade fina (evidenciada, por exemplo, na habilidade para girar objetos circulares), também foram identificadas por Kanner. Entretanto, para esse autor, a insistência obsessiva na manutenção da rotina, levando a uma limitação na variedade de atividades espontâneas, era uma das características chaves no autismo. A isso se somava a inabilidade no relacionamento interpessoal: “há nelas uma necessidade poderosa de não

serem perturbadas.

 

Se algo é mudado, mesmo em um mínimo detalhe, a situação deixa de ser idêntica, não podendo então ser aceita. Por outro lado, Kanner assinalava que tudo que não era alterado quanto à aparência e posição, ou seja, aquilo que conservava a sua identidade e não ameaçava o isolamento da criança, não somente era bem tolerado por ela como passava a ser objeto de interesse com o qual poderia passar horas brincando, pois, segundo o autor, conferiam à criança uma sensação gratificante de onipotência e controle.

 

Finalmente, uma questão que levantou intensa polêmica nos anos subseqüentes foi a observação de Kanner (1943) acerca das famílias das crianças que oservara. Destacou que, entre os denominadores comuns a elas, estavam o alto nível de inteligência  e sociocultural dos pais, além de uma certa frieza nas  relações, não somente entre os casais mas

também entre pais e filhos.

 

Conclui o seu trabalho, postulando que o autismo origina-se de uma capacidade inata de estabelecer o contato afetivo habitual e biologicamente previsto com as pessoas, chamando a atenção para a necessidade de estudos que forneçam “critérios concretos” acerca dos componentes constitucionais da reatividade emocional.

 

Dicotomia = cognitivo x afetivo

 

Vivi - 24/06/09 


 

CONCLUES

 

Finalizando meu dossiê, percebo o quanto não sou mais a mesma pessoa depois de me aventurar por essas aprendizagens que nos foram proporcionadas através desse assunto tão polêmico até os dias de hoje. Além disso, o mais enriquecedor foi poder articular leituras com a experiência, com desafios que a Vida me trouxe de surpresa. Ter convivido com esse aluno com TGD, não foi tão difícil e desafiador quanto o trabalho lindo e maravilhoso que minhas colegas desempenham em suas escolas. Ao ler relatos nos fóruns, ficava ansiosa e apreensiva em perceber a forma como minhas colegas tem enfrentado tais situações. Mesmo assim, esse meu aluno foi o suficiente para que eu pudesse ter uma experiência de inclusão pela primeira vez em sala de aula do ensino regular. Como descrevi anteriormente, sobre minha experiência em uma clínica, era um trabalho especializado, no qual devo ser sincera em assumir que não tinha nenhuma noção sobre aspectos da Inclusão. No ensino regular, isso se torna mais desafiador e nos confronta com nossos maiores medos, com a não aprovação do nosso trabalho, a inabilidade em trabalhar com alunos com necessidades especiais. Particularmente, sou uma pessoa que não consegue conviver com a falta de aprovação no que faço, para mim é extremamente difícil admitir que estou errada. No entanto, nesses casos, me deparei com minhas falhas, o que é muito difícil. Diante disso, muitas foram as vezes que parei para refletir e pensar em qual forma era mais adequada para estimular e auxiliar meu aluno a progredir. Também percebi a importância do ambiente escolar de ensino regular e, sobretudo, do quanto é necessário estimular para conseguir avançar. Outro aspecto muito interessante que gostaria de destacar é a capacidade ilimitada do ser humano, ou seja, teremos o limite que atribuirmos a nós e aqueles com os quais convivemos. Nessa semana uma colega, de um curso que faço, entregou sua monografia depois de 4 meses lutando para poder escrevê-la. Então, e o que isso tem haver???? Acontece que ela tem dislexia e não conseguia digitar nada no computador, disse que cada vez que tentava, escrevia de tras para frente. Então pediu que uma amiga a ajudasse, ela ditava o texto para a amiga. Também contou que muitas foram as vezes que ela levou sua monografia para seu orientador e ele a olhou com desaprovação e rigor. Mesmo assim, continuou até o fim até conseguir. Fiquei muito feliz por ela e mais uma vez percebi o quanto é importante ser desafiado. Se não fosse assim, talvez ela não tivesse aprendido muito ou até mesmo não tivesse entregue seu trabalho. Contudo, me sinto privilegiada por todas as oportunidades que me foram dadas nesse semestre. Que sirvam como o primeiro passo de muitos que ainda terei que galgar nessa impressionante e mágica experiência da vida.

 

Vivi Maus - 25/06/09

 

 

Comments (6)

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Daniela said

at 8:33 am on Apr 5, 2009

Bom dia Viviane,
Li com atenção teu depoimento de abertura do dossiê. Compreendo que a sensação de despreparo é recorrente no processo de trabalho com pessoas com necessidades educativas especiais e que frustração por não conseguir obter "resultados" explicitada por você é algo comum. Talvez o que a gente deva perguntar diga respeito a algo mas que está implícito nesta espera, como por exemplo: o que esperar? de quem? esperar a mesma coisa de pessoas iguais? esperar a mesma coisa de pessoas diferentes? São coisa em que pensar durante esta interdisciplina. Gostaria que você explicasse um pouco mais sobre essa clínica em que você trabalhou e qual sua função, fiquei bastante curiosa e interessada. Isso pode ser desenvolvido nas próximas atividades do dossiê. Aproveito para dizer que achei muito bonito seu wiki, as cores e a escolha das figuras. Continue fazendo este bom trabalho!
Abçs,
Daniela Corte Real

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Daniela said

at 5:03 pm on May 13, 2009

Boa tarde Viviane,
Você respondeu a todos os questionamentos da postagem anterior de forma clara e fácil de ser identificada por mim na releitura. Sua idéia ao escrever "Refletindo" facilitou muito meu trabalho de acompanhamento. Na Unidade 2 você faz uma excelente retomada dos textos lidos até o momento destacando pontos importantes em relação aescolarização dos sujeitos com necessidades educacionais especiais. Ótimo trabalho! Continue assim. Irei sugerir a seus colegas que visitem sue dossiê. Lembro que é preciso inciar o estudo de caso e contextualizar os serviços apresentados pela sua rede com brevidade para que não se acumulem as atividades.
Abçs,
Daniela

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Viviane said

at 5:24 pm on May 13, 2009

Olá prof.!!!
Que eficiência! Eu acabei de postar a unidade 2 e já fizeste comentário. Pena que eu não sou tão eficiente assim com o tempo de postagens da minhas atividades! Eu sou uma professora desorganizada, mas adoro meu trabalho e tudo o que tenho aprendido na tua disciplina. Estou estruturando como escrever meu estudo de caso, pois tenho um aluno com transtorno funcional e quero analisar o caso dele. No entanto, tenho que agregar algumas informações que ainda não tenho, já que comecei nesta turma há bem pouco tempo.
Bjão da aluna Vivi

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Daniela said

at 9:46 am on Jun 24, 2009

Bom dia Viviane,

Teu dossiê está excelente! Bem organizado, dá conta de todas as solicitações das unidades e ainda complementas com outras a tua escolha. Ótimo trabalho! Podes encaminhar o dossiê para as conclusões.
Abçs,
Daniela

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Daniela said

at 9:48 am on Jun 24, 2009

Cara Viviane,
Você pode retiras as regras das atividades de seu dossiê e deixar apenas as tarefas realizadas. Isso deixaria ainda mais agradável a leitura de seu dossiê.
abçs,
Daniela

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Daniela said

at 10:19 am on Jul 12, 2009

Bom dia Viviane,
Você concluiu de forma muito interessante seu dossiê, fazendo reflexões sobre a teoria e a prática, realizando uma breve síntese do que significou a interdisciplina para você. Você demonstrou um processo de crescimento neste semestre e, com certeza, você não é mais a mesma do inicio do ano. Ótimo trabalho!
Um bom domingo.
Abçs,
Daniela

*Observe a frase: "Então, e o que isso tem haver???? " e reveja o uso do verbo 'haver' (existir).

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